Calma, Peixe

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O mar continua gigante e por algum motivo, agora não é tão bom viver ali. Parece que as ondas estão mais fortes e o sal da água deixa a boca seca. Sentimos falta do peixe especial e não sabemos para onde nadar.
É estranho. Acho que nem o Renato Russo saberia explicar.

Talvez tenha a ver com o processo de crescimento do peixe. Talvez tenha a ver com escolhas estranhas ou com o nível do mar. Isso porque de tempos em tempos ele fica mais violento mesmo. E eu só fico me perguntando: como é que o meu peixe está nadando e sinto uma vontade enorme de nadar com ele, mesmo sem poder.

É mais difícil do que escolher entre água de coco e açaí ou lidar com o mau humor matinal. Estamos perdidos no mar bravo. É hora de observar todo o oceano, entender todo o fundo e tentar aprender com os corais. Dá medo. Do meu peixe me esquecer, de afogar e não saber voltar para a beira. Na verdade, nem sabemos se a beira é o lugar mais adequado.

Desculpa pela confusão e pela ressaca do mar. Acredito que a correnteza vai nos ajudar e que vamos nos encontrar em algum lugar do fundo ou da beira do mar. É, eu estou nadando e treinando muito para retribuir todo o bem que o meu peixe me fez e faz.  Guardei todas as conchinhas que colhemos no caminho.

E sabe qual é a sorte? Agora consigo levá-lo pendurado no pescoço.


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