Mar, doce Lar

Tempo de leitura: 2 minutos

Chegar à praia, depois de um longo período de cansaço e se jogar no mar com tudo, pode ser eleito como um dos maiores prazeres do ano ou da vida, quem sabe. Daí é daquele jeito: pra entrar rola aquele friozinho na barriga, um arrepiozinho na espinha com aquela água sempre meio gelada. Mas logo fica tudo bem, você acostuma. E tem gente que sempre alerta ‘’ Água até a cintura no máximo! Se jogar de cabeça lá pro fundão é muito perigoso. Quem avisa, amigo é’’, normalmente as mães. Uns obedecem sempre. Não se jogam de cabeça lá no fundo e costumam não se decepcionar. Em compensação, não presenciam o prazer de mergulhar e brincar nas mais enormes ondas. Os teimosos e viventes, se deliciam com a água até o pescoço. Ao avistar uma onda tremenda, alguns mergulham e esperam ela passar, e só então voltam à superfície, aliviados e sobreviventes. O grande problema é que nem sempre o mar é previsível. Basta uma piscadela ou uma viradinha de costas e pronto, uma onda te pega de surpresa. Você capota. Engole água salgada, rala os joelhos na areia, SOFRE. É um tempo de aflição! E as alternativas são: Lutar com o senhor imprevisível Mar, tentando fechar a boca pra não engolir tanta água salgada, tentando firmar os pés no chão o mais rápido possível pra ralar menos os joelhos, OU , se deixar levar pela onda e pronto. Vale lembrar que, a segunda alternativa pode ser perigosa já que existem ondas que podem nos consumir pela vida toda. Eu as batizo de ‘’Ondas insuperáveis’’. Por outro lado, nunca é tarde pra tentar pular uma onda por inteira. Quem sabe superar de vez? Entender que faz parte da coragem de estar no fundo, os joelhos ralados e o gosto desagradável de sal na boca, e que o importante mesmo é virar a maré, dar a volta por cima da onda, se levantar e conseguir finalmente respirar aliviado. Vai ver que você tornou uma ‘’Onda insuperável’’ totalmente superável. Facilita pensar que sempre vão existir outras ondas e outros mares. Algumas mais fracas, alguns mais mansos. São episódios da vida. Ops!… Episódios do Mar* .
Ficar sempre no raso pode evitar decepções, mas estar no fundo pode te deixar mais valente e preparado. Cheguei a conclusão de que o melhor a fazer é buscar o equilíbrio entre o raso e o fundo do mar. Nem sempre fundo, nem sempre raso. O que não dá pra fazer é deixar de entrar no Mar, doce lar.


Warning: count(): Parameter must be an array or an object that implements Countable in /home/calcasquadradas/www/wp-includes/class-wp-comment-query.php on line 405

3 Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *