1 minuto A somatória dos números ou dos dedos nos indicam: ora somos par, ora somos ímpar. A gente tenta imaginar qual número o outro vai jogar, tenta pensar rápido, mas não adianta. É sorte. Ou destino. Ou vida. O mais importante é entender que você consegue ser (muito) feliz com os dois. Sugiro que primeiro seja ímpar. E nessa hora, a gente olha pra dentro, aprecia a nossa própria companhia e cuida das nossas aflições, com nós mesmos. Vamos em busca do que Continue lendo

1 minuto Todos posicionados. Bola no meio. Apita o juiz. Podemos começar. Precisamos fazer a bola chegar até o outro gol. A gente toca, dribla e cai. E tem que levantar rápido. Tentar se machucar menos. Alguns entram de cabeça e outros ficam mais na defensiva. Mas todos querem a mesma coisa: ganhar o jogo. A gente cria estratégias, ensaia algumas jogadas e torce. Torce para sermos melhores que o adversário. Mesmo que ele seja nós mesmos. Na corrida enlouquecedora para a vitória, a gente Continue lendo

2 minutos A gente toma sol sem protetor por descuido ou simplesmente alegria demais. Em uma praia cheia de possibilidades e coração aquecido, essa história de se cuidar do sol acaba ficando em segundo plano. E ai a gente torra. Fica tão vermelho que sentar vira um problema. Talvez não gostemos de esperar algo que pode nunca chegar. Precisamos passar hidratante e nem sabemos como. Era bom quando alguém passava. Parecia que a mão (que passava hidratante) nos salvava. Da ardência, da coceira e Continue lendo

2 minutos Em frente a uma imensidão de mexericas, eu não sabia o que fazer. Precisava de duas. Uma para o café da manhã e outra para o lanchinho da tarde. Tentei observar as pessoas escolhendo, toquei em várias e até cheirei. Eu, definitivamente, estava com dificuldade para escolher. E se eu escolhesse a mais bonita, mas quando descascasse, ela fosse azeda? E se eu escolhesse a menorzinha, e ela tivesse seca? Como um pedido de socorro, cocei a cabeça. Só conseguia pensar que Continue lendo

6 minutos Oi Sil! Antes de mais nada, vou me apresentar: sou você daqui 15 anos. Ontem participei de uma brincadeira muito legal, que me fez lembrar muito de você. Tinha um tapete colorido no chão que, com certeza, te faria sentir vontade de ter uma roupa com aquela estampa ou cores. Silvaninha, a brincadeira me fez te enxergar tão bem e por isso eu me senti na obrigação de te escrever. Talvez pra te alertar, talvez pra te proteger. Talvez pra não te Continue lendo

1 minuto Metades são importantes para nos lembrar que já vivemos inteiros. E como é bom. Se você morde uma bolacha, comemora por estar comendo algo gostoso ou lamenta por na sua mão só ter metade. Ou, ainda ter metade. Ora somos inteiros, ora só conseguimos estar meio. Sombras passadas, experiencias traumáticas e falsas esperanças tiram alguns pedaços. E deixam outros. Que tentam se envolver. Só que pela metade. Talvez a metade não queira deixar ir embora. Ainda se preocupa com o que talvez volte. Continue lendo

1 minuto Tem uns que esquentam a água e depois colocam no coador, já com o pó, para o café cair na garrafa ou direto na xícara. Tem outros que misturam açúcar e pó na água e colocam pra ferver e só depois jogam a mistura no coador. E outros que inventam seus modos. De coar café, de amar e de superar. Se pra você o café está muito doce, não significa que ele vai estar muito doce para a outra pessoa também. A Continue lendo

1 minuto Para uma muda pegar no chão, você precisa plantar em terra boa e deixar tomar um pouco de sol. Você precisa regar todos os dias, se quiser que ela mude. Deixe de ser muda e vire uma planta cheia de flores ou de frutos. Ela precisa passar por isso. Tenta se convencer de que dá pra ser feliz assim sabendo que não tem mais jeito. Tem que mudar. E é claro que cada muda tem sua peculiaridade – o jeito certo de Continue lendo

1 minuto Para os amantes de direção com música (muito) alta vai ser mais fácil de entender: que horrível dirigir um carro com o som quebrado. É só você, o trânsito e um silêncio ensurdecedor. Trocar de marcha faz barulho, esperar o sinal abrir demora mais e o caminho parece ser mais longo. Estamos acostumados. A dirigir sempre igual e a ouvir as músicas que nós escolhemos – e não as que nos escolhem. Na maioria do tempo, não damos chance para elas. Não Continue lendo

2 minutos A terra está lenhada, machucada e meio infértil. Foi resquício de uma planta mal cuidada. Que decepcionou e acabou levando (quase) todos os nutrientes. Não deu nada certo na hora de colher, na hora de acabar ou sair. Acho que a planta era daquelas venenosas ou daquelas egoístas. Pensou só nela e foi seguir algum outro caminho ou jardim. Traumatizou. A terra percebe que tem seu ciclo e tenta estipular um tempo e uma teoria de recomposição. Ela não quer mais correr Continue lendo